Origem da Filosofia Tantra
Falar sobre a filosofia tântrica na cultura em que vivemos, além de ainda ser um tabu, leva muitos pensamentos em direções totalmente opostas ao real significado dessa filosofia comportamental. Como nossa sociedade ocidental sofreu diversas influências culturais, religiosas, ancestrais estamos ainda enraizados há muito conceitos onde falar sobre sexo ainda está ligado ao errado, sujo, pecaminoso, obsceno, mecânico, pornográfico.
O tantra nos trás a ideia de que o sexo é divino, no tantra, ao contrário da maioria das filosofias espiritualistas, se vê o corpo não como um obstáculo, mas como um meio para o conhecimento, para o Tantra, todo o complexo humano é vivo e possui consciência independente da consciência central e por isso mesmo é merecedor de atenção, respeito e reconhecimento. O orgasmo pleno só pode ser atingido por meio do conhecimento do próprio corpo.
Esta filosofia comportamental, que desperta a curiosidade de muitas pessoas, surgiu em uma sociedade matriarcal há milhares de anos, vinda do povo Drávida, de características matriarcais sensoriais e desrepressoras.
O Tantra é uma filosofia ancestral que surgiu há cerca de 5 mil anos na região da Caxemira, próxima do que hoje conhecemos como Índia, China e Paquistão. Muito além de uma prática sexual, o tantra é um caminho de autoconhecimento que convida ao despertar da consciência por meio do corpo, da energia e do prazer. Dentro dessa filosofia, a massagem tântrica surge como uma poderosa terapia holística que busca reconectar a pessoa com sua energia vital, liberando bloqueios emocionais e promovendo um profundo estado de presença.
Na massagem tântrica, estímulos sensoriais despertam os sentidos corporais, incluindo todo o corpo, dentro dos acordos, podendo incluir massagem íntima — lingam (pênis), yoni (vulva/vagina) ânus — com o objetivo de ativar a bioenergia corporal e ampliar o mapa de prazer.
Através dessa ativação, o corpo começa a despertar novas conexões neuronais, intensificar sensações, tonificar os músculos genitais e gerar estados ampliados de consciência e bem-estar.
Mas é essencial compreender: massagem tântrica não é masturbação. Trata-se de um processo profundo de autoconhecimento, escuta e reconexão com o próprio corpo. Ela permite que seus praticantes enfrentem questões como baixa libido, ejaculação precoce, dificuldades de intimidade, repressão sexual e travas emocionais — tudo isso com uma abordagem que integra mente, corpo, emoções e espiritualidade.
Neste caminho, o Método Tantra Somático do Paraíso Tantra, criado por Tiago brumatti, coordenado por Erika Mahya se destaca por sua proposta integrativa, estruturada e segura, combinando a sabedoria do tantra com práticas modernas de consciência corporal, baseada em evidências científicas, criando um desenvolvimento terapêutico progressivo através da educação com ferramentas corporais.
Cada sessão é co-criada entre terapeuta e interagente, respeitando limites e desejos, e utilizando ferramentas como respiração, toques conscientes, massagem sensorial, movimento livre, empoderamento entusiástico, mapeamentos e treinamento do sistema nervoso, fundamentado na neurociência.
O objetivo central do Tantra Somático é desenvolver autonomia sexual, liberar padrões inconscientes e resgatar a alegria essencial de estar vivo — aquela alegria que nasce do fluxo natural do corpo, da vitalidade que vibra sem esforço.
Ao acessar estados de prazer profundo e autenticidade, o tantra nos reconecta com nossa essência mais verdadeira, promovendo expansão emocional, energética e espiritual. E assim, a prática deixa de ser apenas uma técnica para se tornar um caminho de vida — um processo contínuo de presença, entrega e despertar.
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A Origem da Filosofia
O tantra tem seus primeiros escritos datados por volta do século XV, A maioria das sociedades primitivas não-guerreiras (cuja cultura não era centrada na guerra) tinham as características do tantra. Elas valorizavam a mulher chegando mesmo a divinizá-la, em parte, por dar vida a outros seres humanos e alimentá-los com o seu seio. Era considerado um milagre, que o homem não compreendia ou conseguia reproduzir. Por esse motivo era adorada como encarnação da própria divindade. Através das práticas tântricas, era a mulher que despertava o poder interno do homem por meio do sexo sacralizado. Ainda hoje ela continua a ser reverenciada dessa forma na linha tântrica (como uma Deusa).
Quando os arianos invadiram a Índia há 3.500 anos, escravizaram os drávidas e impuseram-lhes a cultura brahmácharya (patriarcal, anti-sensorial e repressora), vendo-se forçados a abandonar a sua cultura tântrica (matriarcal, sensorial e desrepressora) por ser oposta ao regime vigente O tantra tornou-se uma tradição secreta desde essa altura até aos nossos dias, dado continuarmos a viver num mundo predominantemente brahmácharya. Com o tempo foi sendo absorvido por outras vertentes, tais como o Budismo e o Taoísmo, e chegando ao conhecimento também do ocidente.
Existem quatro tipos de tantra:
Tantra do período Pré-Clássico, dravídico;
Tantra Clássico, adaptado aos costumes arianos;
Tantra Medieval, do qual surgiu praticamente toda a literatura que chegou aos nossos dias
Tantra Contemporâneo.
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